Inbar Lavi e Rob Heaps falam sobre a segunda temporada de Imposters com Decider

O web-site de notícias norte-americano, Decider, contou com uma entrevista a Inbar Lavi e Rob Heaps elaborada por Lea Palmieri, onde são discutidos bastantes informações sobre a segunda temporada de Imposters.

  • Nós encontramos alguns rostos novos desta vez, vocês perguntam sobre novos personagens? Vocês querem saber se devem confiar neles ou se querem manter uma pequena parte de seu personagem ingênuo sobre as pessoas que eles estão encontrando?

Rob: Para mim, não quero saber muito mais sobre os novos personagens. A incerteza é ótima, dá a você essa energia de tentar descobrir quais são os motivos de alguém. É fácil agir assim, não saber muito. O que é bom porque eles não nos dizem muito.

  • Houve perguntas que você queria que respondessem sobre a sua personagem e eles estavam nessa temporada?

Inbar: Eu penso que a segunda temporada definitivamente mergulha um pouco mais nisso, e para mim houve muitas perguntas que eu tive que responder na temporada passada para mim antes mesmo de abordar um personagem como Maddie. E na segunda temporada, algumas das perguntas foram respondidas e eram muito diferentes do que eu tinha pensado, então eu tive que descobrir um equilíbrio entre as duas versões que eu tinha. E sim, você definitivamente terá muito mais respostas. E mais perguntas também!

Rob: Ezra é o oposto de Maddie. Eu acho que muito do seu mistério está à sua frente e não no passado dele. Não há nenhum mistério real sobre de onde ele veio ou sobre sua vida, que é obviamente tão mundana, rotineira e chata. A grande coisa sobre Ezra é que ninguém sabe, pelo menos ele mesmo, para onde ele está indo e onde ele vai acabar nesse novo caminho em que ele está. Estou muito empolgado com a nova temporada, mas o que mais me impressionou é que todos os personagens foram aprimorados. Todos os personagens agora têm mais revelações sobre de onde vieram, sua família, sua história de fundo e, emocionalmente, há muito mais profundidade lá. Jules, Richard e Patrick, são todos mais detalhados. Espero que as pessoas realmente respondam a isso.

  • A primeira temporada foi mais uma introdução, houve alguma ação, mas agora estamos realmente entrando nesses personagens, indo mais fundo e vendo quem eles são. Parece um pouco mais vulnerável e até assustador desta vez?

Inbar: Absolutamente. Acho que para mim foi provavelmente o maior desafio da segunda temporada, manter o equilíbrio. Acho que parte do charme do seriado é o equilíbrio entre o drama e a comédia. Nossos roteiristas realmente entendem o doloroso absurdo da vida. Eu penso na vida quando alguém lida com uma crise, nós tentamos não afundar nela. Nós tentamos alcançar aqueles momentos mais leves. Eu acho que é a diferença entre os dois que é realmente interessante e é isso que provavelmente atrai nosso público.

Rob: Claro que sim. O jeito que o seriado é filmado, a paleta de cores, tudo está muito carregado de desgraças agora. A coisa sobre a nossa série é que a mesma está sempre mudando e de uma forma surpreendente… eu vi as cenas e ficarem emocionalmente sérias e de repente haverá uma linha de diálogo onde literalmente você fica: de onde veio isso? O público fica agarrado ao seriado, não apenas por conta dos termos do enredo, mas também por causa do tom.

  • Esta temporada começa um pouco mais leve do que na temporada passada (não é difícil, considerando que a primeira temporada começa com uma tentativa de suicídio). A segunda temporada se inclina um pouco mais na comédia ou devemos nos preparar porque a escuridão está chegando?

Inbar: Penso que a beleza do seriado, é que se trata de iuma série sobre golpes. Assim que você pensa que está indo a algum lugar, é melhor se preparar, porque haverá uma mudança. Eu sempre digo, confie nos seus instintos e depois esqueça deles.

  • Espero que nesta temporada possamos ver vocês dois compartilharem mais tempo na tela. Seus personagens se unirão?

Rob: Nossos caminhos podem se cruzar. Ezra e Maddie, agora têm uma relacionamento estranho. Ezra obviamente mudou um pouco antes do final da primeira temporada e Maddie viu isso e eu acho que ela até disse: “Você não é o mesmo cara que eu casei” e depois ele responde: “Não… obrigado por isso“. Há uma relação estranha lá e nem eu sei se é competitiva, sexual ou romântica. Os roteiristas não seriam tolos para não aproveitar ao máximo isso. Há algumas coisas boas chegando também.

  • Agora vamos falar sobre o co-criador do programa, Paul Adelstein. Ele está pulando para a frente da câmera desta vez e está interpretando um personagem novo, Shelly Cohen. Como foi a transição de trabalhar com alguém que você conhece e confia para ter cenas em que ele está jogando e perseguindo você?

Inbar: Primeiramente tenho deixar bem claro que estou trabalhando com Paul faz algum tempo. Mesmo quando eu tive uma folga nas filmagens de Imposters, eu comecei a trabalhar com ele em Prison Break. Então não há como escapar desse cara. Ele só aparece e eu adoro isso. Ele é um cara ótimo e um artista maravilhoso. Eu me sinto muito sortuda por trabalhar com ele tão perto. Nesta temporada ele aparece, seu personagem é tão maluco que eu realmente não sabia o que fazer a princípio. Eu pensei que ele estava brincando. Quando você vê na câmera, percebe que não importa o quão grande seja, funciona. É interessante, diferente e é muito assustador. Nós tivemos muita ação juntos. Há muita corrida acontecendo. Eu estava machucada por semanas depois de filmar aquela cena com ele. Espero que as pessoas gostem porque, cara, isso foi muito complicado.

 

  • Você se sentiu foda no momento [cena que estavam falando na pergunta anterior, onde Madie foge de Shelly… no trailer é possível ver ela] ou se sentiu exausta?

Inbar: Foi muito exaustiva. Nós filmamos isso em um dia inteiro. Nós filmamos as cenas de ação no dia anterior ou algumas horas antes. Meu corpo ficou acabado. Eu lembro que queria que fosse o mais autêntico possível, então eu estava tentando tirar do que quer que tenha sido na minha vida pessoal e da qual eu precisava fugir.

  • Eu sinto que isso me faria ter estranhos sonhos de ser perseguida, isso aconteceu com você?

Inbar: A segunda temporada para mim não foi fácil. Maddie para mim é como um espelho, entende? Um espelho do bem, mal e das suas imperfeições. Eu obviamente tenho muito em comum com ela e tive que me fazer muitas perguntas sérias que eu não poderia mais fugir. E isso me manteve acordada. Não foi fácil e ainda estou nessa jornada de autodescoberta com ela, mas ela já me ensinou bastante. Eu me sinto muito grata por isso.

  • Em sua mente, quando você está agindo especificamente para o seu personagem, você está se baseando num ponto em que você está tipo: “Eu sou Maddie, sou essa garota da Pensilvânia?” ou você está mergulhando em mentalidades completamente diferentes? Como isso funciona para você?

Rob: Eu acho que é por isso que o seriado ressoa muito bem. As pessoas assistem e podem se identificar. Especialmente agora com as redes sociais, todo mundo está apresentando uma versão de si para o mundo, assim como todos os personagens que estão nesta série. Aquela coisa da identidade realmente chega ás casas do público porque as pessoas realmente sentem isso agora. De um jeito bom e ruim. E você começa a perceber: estou perdendo contato com quem eu sou?

Inbar: Claro, eu não sou a Maddie. Eu não sou de Pensilvânia. Eu sou uma pessoa que finge ser outras pessoas para viver. Eu sou uma pessoa que se sente mais confortável quando finge. E isso definitivamente traz muitas perguntas. Por que é que? Do que estou me escondendo? Por que estou menos confortável em minha própria pele? Portanto, há muitas semelhanças.

  • Rob, e a sua impressão de Hugh Grant nesta temporada? Os roteiristas sabiam que você tinha esse talento e escreveram isso ou foi algo que eles escreveram e você teve que aprender?

Rob: Acho que isso surgiu no piloto em 2015, acredite ou não, porque Paul gosta muito de impressões e ele disse: “Faça uma impressão” e eu comecei a fazer uma impressão de Christopher Walken e ele me diz: “Não, todo mundo tem uma impressão de Christopher Walken. É aborrecido. Faça algo que só você possa fazer” e eu disse que podia fazer de Hugh Grant e depois ele respondeu que adorava. E então nós brincamos sobre Ezra ser disfarçado e ser uma pessoa britânica ou algo assim. Então eles escreveram isso. E senti essa pressão estranha que eu tive que fazer muito bem. Porque eu nem sabia, eu pensava, só os americanos acham isso engraçado? Eu fiz o meu melhor. Eu estava realmente brigando com a citação porque Adam Brooks queria: “Eu sou apenas um garoto, em frente de uma garota…” o que não é na verdade uma citação de Notting Hill e sim de Julia Roberts que diz: “Eu sou apenas uma garota em frente de um garoto…” e eu queria outra citação de Notting Hill, mas eles não me deixariam. Eles queriam aquela por ser mais famosa.

  • Há mais alguma coisa que surgiu na segunda temporada que realmente ajudou seu personagem a clicar com você, que fez você se sentir ainda mais ligado a ele?

Rob: Há consequências que vão atingir o lar de Ezra. Tanto quanto foi difícil na primeira temporada, foi divertido também. E isso era parte de sua jornada, ele era como: “Bom, estou me divertindo com isso” e ele gosta de seu novo estilo de vida e sua nova identidade, e o publico consegue ver essa diversão no México. E as consequências vão aparecendo. Quando eu li as cenas pela primeira vez, era sombrias e eu posso me identificar com isso em minha própria vida. Você sabe, você está se divertindo muito e sendo egoísta com frequência e então percebe que errou em outras coisas e para mim isso, chega. 

  • Nesta temporada, o seriado foi filmado no México e no Canadá. Qual foi alocalização que fez as coisas parecerem reais e super intensas para vocês?

Inbar: Bem, obviamente Rob foi para o México e eu não fui convidada [risos]… mas para mim, foi muito especial filmar nas Cataratas do Niágara. Eu nunca estive lá antes, mas filmando lá me senti especial para trabalhar em um lugar como esse. Mas o conceito veio do filme de Marilyn Monroe, Niagara. E eu tenho um pequeno momento de Marilyn que foi surreal.

Rob: Nós enviamos o convite, deve se ter perdido nos correios [risos]… México foi incrível. É real e muito vivido. Temos muitas coisas que foram filmadas e que aconteceram no dia. Artistas andando pela rua, um bando de cachorros correndo para o outro lado. Isso foi o tipo de coisa que aconteceu lá. Acho que Marianne até conheceu e depois adotou um cachorro perdido. A maneira como filmamos foi muito diferente. Foi ótimo!

Fonte: Decider: “‘Imposters’ Stars Explain Why Season 2 Kept Them Up At Night” | Tradução e Adaptação: Imposters Brasil